O que é a calatonia?

Quando a pessoa é tocada com leveza, tal qual uma borboleta pousando numa flor, todo o seu ser é tocado.

A calatonia apresenta-se como uma sequência de toques suaves nas extremidades do corpo, de preferência nos pés, técnica que consegue regular o campo energético do paciente, soltar a tensão e proporcionar bem-estar emocional.

Os toques são aplicados em silêncio, deixando a mente do paciente fluir livremente. A proposta é que o próprio corpo reaja naturalmente e que o poder da mente se mantenha equilibrado para operar as ações necessárias. Devido ao stress, à ansiedade e aos constrangimentos do dia-a-dia, a mente tende a perder o seu equilíbrio, tornando-se demasiado racional ou demasiado emocional. Nenhum dos dois extremos é saudável. É preciso encontrar uma sintonia entre eles, e é aí que a calatonia exerce o seu papel.

calatonia

“Os toques subtis levam a um estado alterado de consciência, desbloqueando e equilibrando a área psíquica”

A Calatonia é um instrumento de acesso à memória psicológica “gravada” no corpo físico, através da mobilização espontânea de conteúdos internos, trazendo à consciência a evocação de vivências significativas profundas. Para alguns, tais vivências podem surgir sob a forma de reações ao nível fisiológico e/ou motor (como sensações ou movimentos mais ou menos ligeiros por todo o corpo); para outros, podem surgir sensações afetivo/emocionais, (sob a forma de calor, frio, recordações, associações, etc.); para outros ainda, podem ocorrer alterações do estado de consciência, análogos àqueles promovidos pela meditação, com a eventual recordação de imagens e palavras com um significado que poderá ser analisado e “trabalhado” noutra fase.

É aí que observamos o caráter “auto-regulador” deste tipo de abordagem corporal que tem o propósito de promover uma vivência que mobilize espontaneamente o que for mais adequado para equilibrar o paciente naquele momento.

Essa capacidade de autor-regulação é também conhecida como a “sabedoria do corpo”, que pode por si só, se lhe for permitido, expressar as suas necessidades e se reorganizar na direção da homeostasia (equilíbrio), dentro do ritmo e intensidade particular de cada indivíduo.

A calatonia, mais do que uma simples técnica, é uma terapia que associa elementos da Psicologia Profunda (em especial as ideias de Jung) com o trabalho corporal, para promover a integração psicofísica do indivíduo.

calatonia
Apesar de o nome ainda ser um pouco desconhecido, é uma técnica usada há muitas décadas com resultados excelentes. A calatonia foi desenvolvida por um médico húngaro, Petho Sandor, que se radicou no Brasil em 1949. Ele trabalhou como médico durante a Segunda Guerra Mundial. Com os seus métodos, conseguiu melhorar a condição física e emocional de muitos feridos, refugiados e traumatizados pela guerra.

Quem pode experimentar a calatonia? Com que frequência?

A calatonia pode ser aplicada em qualquer pessoa, até mesmo em crianças, e nas mais diversas situações, uma vez que ela proporciona bem-estar e relaxamento profundo, entre outros benefícios, como já foi referido.

Os toques da calatonia podem variar de acordo com a necessidade de cada paciente. Atualmente, a maioria das pessoas tem uma rotina de vida complicada, desequilíbrios constantes, num ritmo que não permite ao próprio corpo, nem reparar, nem autor-regular os seus níveis energéticos. Neste contexto, para obter melhores resultados, é aconselhável que a pessoa faça uma sessão de calatonia periodicamente, por exemplo, uma vez por semana. Ao criar memórias positivas persistentes, induz-se uma harmonia interior capaz de ativar defesas e processos globais de cura.

serenidade
O hábito de cuidar da serenidade e harmonia interior é a chave para uma vida superior.

Referência

Delmanto, Suzana – Toques Sutis, uma experiência de vida com o trabalho de Petho Sándor